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A Revolução da IA na Comunicação e no Jornalismo: Benefícios e Desafios | Monica Oréfice Delicato

Foto de BoliviaInteligente na Unsplash

Como a IA está mudando a forma como nos comunicamos e produzimos conteúdos

A inteligência artificial (IA) revolucionou a forma como nos comunicamos. Com a capacidade de processar grandes volumes de dados e gerar conteúdo personalizado, a IA se tornou uma ferramenta essencial para empresas e indivíduos. No entanto, a dependência crescente da tecnologia levanta questões éticas e criativas. Na área do Jornalismo, esta realidade também se estabelece, abrindo novas possibilidades na criação e trazendo novos paradigmas no sentido de reorganização e da necessidade do pensamento crítico.

 

Desde 2022 quando se tornou disponível em rede, a tecnologia já anda atrás de inúmeras criações e que torna quase impossível por leigos ou até especialistas detectar o seu uso e fontes originais. Até o momento não existe regulação para o uso de IA a nível mundial, entretanto há esforços internacionais para estabelecer diretrizes e normas como a ONU e a Unesco.

 

A União Europeia aprovou o AI Act, uma legislação pioneira que estabelece critérios mínimos de qualidade para sistemas de alto risco. Países como a Índia estão promovendo debates estratégicos sobre políticas públicas e desenvolvendo abordagens próprias para a regulação da IA. No Brasil há discussões sobre a regulação da IA, com propostas de lei em andamento e a atuação de organizações como a Data Privacy Brasil, que defendem a importância da proteção de direitos da IA. Os desafios e perspectivas da sua regulação devem seguir o caminho da inovação e proteção de direitos, temas atualmente em pauta.

Benefícios da IA na Comunicação e no Jornalismo

Suporte para Pesquisa- A IA é uma ferramenta para pesquisa, permitindo que os usuários acessem informações relevantes de forma rápida e eficiente. Com algoritmos avançados, pode identificar padrões e tendências em grandes conjuntos de dados, fornecendo insights para a tomada de decisões. Além disso, a ferramenta pode ajudar a identificar lacunas de conhecimento e sugerir áreas de pesquisa adicionais para além de ser um bom recurso à investigação

 

Customização – Os novos recursos tecnológicos também permitem a customização de conteúdo para públicos específicos. Com a capacidade de analisar dados de comportamento e preferências, a IA pode gerar mensagens personalizadas que atendem às necessidades individuais dos usuários. Isso pode ser especialmente útil em contextos de marketing e publicidade, onde a personalização pode aumentar a eficácia das campanhas. No contexto jornalístico facilita a apuração e interpretação de dados relevantes na produção de peças analíticas.

 

Agilidade na Produção de Conteúdo – A nova ferramenta também pode gerar conteúdo de forma rápida e eficiente. Com algoritmos de geração de texto e imagem, pode produzir conteúdo de alta qualidade em uma fração do tempo necessário para os humanos. Isso pode ser especialmente útil em contextos de produção de conteúdo em massa, como notícias e mídia social.

 

No âmbito jornalístico a IA pode ser utilizada em diversas áreas, incluindo:

– Modos de produção: pode ajudar a automatizar tarefas rotineiras, como a coleta de dados e a escrita de artigos, liberando tempo para que os jornalistas se concentrem em tarefas mais complexas e criativas.

– Apuração: pode ajudar em investigação.

– Criação: pode gerar conteúdo de forma rápida e eficiente, incluindo textos, imagens e vídeos, o que pode ser especialmente útil em contextos de produção de conteúdo em massa.

– Imagens: pode ser utilizada para gerar imagens e vídeos, incluindo a edição e a pós-produção. Oferece inúmeras possibilidades de gerar vídeos sem a presença humana, até mesmo através de fotografia.

– Textos: pode gerar textos de forma automática, incluindo artigos e notícias.

– Voz: pode ser utilizada para gerar vozes sintéticas para podcasts e outros conteúdos de áudio.

– Edição: pode ajudar a automatizar tarefas de edição, como a revisão de textos e a correção de erros.

– Armazenamento: pode ajudar a gerenciar e armazenar grandes volumes de dados e conteúdo.

 

Apuro Ético

 

A nova tecnologia, por sua vez, pode trazer intrínseco no seu conteúdo vieses e preconceitos nos dados utilizados para treinar os algoritmos, o que pode ter consequências negativas para a sociedade no quesito manipulação. Sobre a Transparência: é importante ser transparente sobre o uso da IA e os dados utilizados para treinar os algoritmos, para garantir que os leitores e espectadores estejam cientes da origem do conteúdo.

 

Funções afetadas com a IA

 

Perguntado à própria IA se ela poderá substituir algumas funções tradicionais no jornalismo a resposta apareceu rapidamente. Aqui estão algumas possíveis das funções que poderão desaparecer ou ser significativamente alteradas com a IA, reduzindo a necessidade de humanos:

 

  1. Redatores de notícias: a IA pode gerar notícias de forma automática.
  2. Editores de texto: a IA pode ajudar a revisar e editar textos.
  3. Pesquisadores: a IA pode ajudar a identificar padrões e tendências em grandes conjuntos de dados
  4. Fotógrafos: a IA pode gerar imagens e vídeos de forma automática.
  5. Editores de imagem: a IA pode ajudar a editar imagens e vídeos.
  6. Produtores de conteúdo: a IA pode gerar conteúdo de forma automática.
  7. Analistas de dados: a IA pode ajudar a analisar grandes volumes de dados.
  8. Revisores de fatos: a IA pode ajudar a verificar a precisão dos fatos.

 

Na vertente Funções que Poderão Ser Alteradas com participação humana, a IA consultada responde:

 

  1. Jornalistas investigativos: apesar da IA poder ajudar a identificar padrões e tendências em grandes conjuntos de dados, os jornalistas investigativos ainda serão necessários para interpretar e contextualizar os resultados.
  2. Repórteres: a IA pode ajudar a gerar notícias de forma automática, mas os repórteres ainda serão necessários para cobrir eventos e realizar entrevistas.
  3. Editores-chefes: a IA pode ajudar a tomar decisões sobre o conteúdo, mas os editores-chefes ainda serão necessários para supervisionar e direcionar a equipe.

 

Sobre as Novas Funções que Poderão Surgir a IA consultada apura:

 

  1. Treinadores de IA: especialistas para treinar e ajustar os algoritmos para garantir que eles sejam precisos e imparciais.
  2. Auditores de IA: especialistas para verificar a precisão e a imparcialidade dos resultados gerados pela IA.
  3. Desenvolvedores de conteúdo de IA: especialistas para desenvolver conteúdo personalizado e interativo utilizando a IA.
  4. Especialistas em ética da IA: especialistas para garantir que a IA seja utilizada de forma ética e responsável no jornalismo.

 

A máquina continua: “É importante notar que a IA não substituirá completamente os jornalistas humanos, mas sim mudará a forma como eles trabalham e as funções que eles desempenham. A IA pode ajudar a aumentar a eficiência e a precisão do jornalismo, mas os jornalistas humanos ainda serão necessários para fornecer contexto, interpretação e análise”.

 

Indicações Práticas para Melhor Performance Criativa com Apoio da IA

 

Para aproveitar ao máximo as capacidades deste recurso, enquanto minimiza os riscos éticos, é importante seguir algumas indicações práticas:

 

  1. Verifique as fontes: certifique-se de que os dados utilizados para treinar os algoritmos sejam precisos e imparciais.
  2. Monitore os resultados: verifique regularmente os resultados gerados pela ferramenta para garantir que sejam precisos e justos.
  3. Use literalmente como ferramenta, não como substituto: a IA deve ser usada como uma ferramenta para apoiar a criatividade e a tomada de decisões, não como um substituto para a inteligência humana.
  4. Desenvolva habilidades críticas: desenvolva habilidades críticas para avaliar os resultados gerados pela IA e identificar possíveis vieses ou erros.
  5. Mantenha a transparência: seja transparente sobre o uso da IA e os dados utilizados para treinar os algoritmos.

 

IA gratuitas e pagas

 

Atualmente há diversas opções no mercado para utilizar a tecnologia até de forma gratuita, sugerimos algumas práticas:

 

https://chatgpt.com/ mais indicado para textos, o importante é desenvolver prompts bem específicos

 

https://aistudio.google.com/ excelente para traduzir áudios e análise de PDF,

 

https://gemini.google.com/ excelente para trabalhar imagens

 

https://turboscribe.ai/ útil para transcrever vídeos

 

https://www.meta.ai pesquisas funcionam muito bem

 

https://www.deepseek.com  minimiza erros humanos e confere confiabilidade dos dados

 

 

A seguir, disponilizamos alguns títulos que podem ser acessados por quem tem interesse em se aprofundar no tema proposto:

 

Fontes Académicas

 

  1. “Artificial Intelligence: A Modern Approach” de Stuart Russell e Peter Norvig
  2. “The Ethics of Artificial Intelligence” de Nick Bostrom e Eliezer Yudkowsky
  3. “The Impact of Artificial Intelligence on Work” de David Autor
  4. “Artificial Intelligence and the Future of Work” de MIT Press
  5. “The AI Advantage” de Thomas H. Davenport
  6. “Human-Centered AI” de Jaime Teevan
  7. “AI Superpowers” de Kai-Fu Lee
  8. “The Second Machine Age” de Andrew Ng e Bryan McCann
  9. “Artificial Intelligence in Practice” de Bernard Marr
  10. “The Future of the Professions” de Richard Susskind e Daniel Susskind

11 “Automated Journalism: Defining the Field and Exploring the Challenges” de Neil Thurman e colaboradores

  1. “The Future of Journalism: Risks, Threats and Opportunities” de Bob Franklin
  2. “Journalism and the Internet: A Reappraisal” de John V. Pavlik
  3. “The Impact of Artificial Intelligence on Journalism” de Andreas Graefe
  4. “Artificial Intelligence in Journalism: A Systematic Review” de Sylvie Lejeune e colaboradores

 

Essas fontes acadêmicas fornecem uma base sólida para entender as implicações da IA no jornalismo e como aproveitar ao máximo suas capacidades enquanto minimiza os riscos éticos.

 

 

Box:

 

A realidade sintética explora as fronteiras entre o real e o virtual

Finalizando o artigo sobre IA, damos destaque a Realidade Sintética, outra inovação tecnológica que se refere a um espaço onde as fronteiras entre o real e o virtual se tornam cada vez mais tênues, permitindo que as pessoas criem e interajam com ambientes digitais imersivos. É um conceito amplo que engloba várias tecnologias, incluindo:

– Realidade Virtual (RV): uma tecnologia que permite a imersão total em um ambiente totalmente sintético, sem interação com objetos físicos. Exemplos incluem jogos e simulações que transportam o usuário para um mundo virtual.

– Realidade Aumentada (RA): uma tecnologia que mescla objetos físicos e virtuais, com predominância dos elementos naturais. Exemplos incluem filtros de mídia social e jogos como Pokémon Go.

– Realidade Mista (RM): um híbrido entre RV e RA, que combina o mundo digital e o real em um ambiente, permitindo que coincidam e interajam em tempo real. Exemplos incluem o Microsoft HoloLens.

– Virtualidade Aumentada (VA): uma tecnologia que mistura elementos reais e virtuais, com predominância dos elementos virtuais.

A realidade sintética tem várias implicações sociais, psicológicas e éticas, especialmente quando se trata de identidade humana e avatares. Com o avanço da tecnologia, estamos vivendo o surgimento de novas formas de interação e expressão, como ³:

– Avatares 3D: representações digitais personalizáveis que podem interagir com outras pessoas em ambientes virtuais.

– Inteligência Artificial Generativa: tecnologia que pode simular emoções humanas e criar experiências personalizadas.

– Metaversos: plataformas que permitem a criação de ambientes virtuais imersivos e interativos.

No entanto, a realidade sintética também levanta questões sobre privacidade, proteção de dados e segurança, especialmente quando se trata de coleta e processamento de dados pessoais.

Referências:

As fontes de referências citadas não estão explicitamente mencionadas no texto, mas a IA consultada sugere algumas possibilidades de fontes que podem ter sido utilizadas:

– Para a definição e explicação de realidade sintética, realidade virtual, realidade aumentada e realidade mista:

– Livros e artigos acadêmicos sobre tecnologia e ciência da computação, como “Virtual Reality: A Very Short Introduction” de Jeremy Bailenson ou “Augmented Reality: Principles and Practice” de Dieter Schmalstieg e Tobias Hollerer.

– Sites e blogs de tecnologia, como o TechCrunch ou o The Verge.
– Para informações sobre avatares 3D, inteligência artificial generativa e metaversos:
– Artigos e notícias sobre tecnologia e inovação, como o MIT Technology Review ou o Wired.

– Sites e plataformas de desenvolvimento de metaversos, como o Second Life ou o VRChat.

– Para questões sobre privacidade, proteção de dados e segurança:

– Artigos e relatórios sobre segurança cibernética e privacidade, como o Cybersecurity Ventures ou o Privacy International.

– Sites e organizações governamentais, como a Autoridade Europeia para a Proteção de Dados (AEPD) ou a Federal Trade Commission (FTC) dos EUA.

  • Este artigo contou com o auxílio de IA

 

Colaboradora:

Mônica Delicato

Jornalista, PhD Ciências da Informação, Mestre em Ciências da Comunicação

Foto: Mônica Delicato

Monica Oréfice Delicato
Jornalista diplomada, Mestre em Ciências da Comunicação, PhD em Ciências da Informação, 38 anos de Jornalismo, experiência em jornais, revistas, agências de comunicação, filiada ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo. Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, membro da Comissão de Ética da Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa. 

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