
METODOLOGIA
O trabalho em tela teve o desígnio de realizar um estudo com o objetivo geral de entender a influência do sonho, através da interpretação dos sonhos, como caminho para o inconsciente, e, por via de consequência, trabalhar o bem-estar. A partir da introdução ao sonho se pôde conferir que, quando operada a análise pelo psicanalista, pode ocasionar o bem-estar e a promissora melhora do sujeito analisado.
Quanto à classificação da pesquisa, os objetivos podem ser designados em descritiva e explicativa, porque norteia-se, sobretudo, por obras preciosas para o entendimento do sonho, do sono e do bem-estar. No que concerne ao tipo de estudo é de se designar, aprioristicamente, ser descritiva.
Sabe-se, portanto, que a pesquisa descritiva delineia os atributos de um fenômeno e comunga de técnicas para aperfeiçoar a pesquisa, como o uso contínuo de obras chanceladas, em especial pode-se citar “A interpretação dos sonhos”, da virada de 1889 a 1900, data de sua publicação. Por tal meio se vê que o sonho já não é mais tratado como misticismo, mas, sim, por padrões e técnicas para a sua compreensão e análise.
O estudo em comento tem em si a abordagem qualitativa, com enfoco na base documental, seguindo os ensinamentos de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, como, também, de mestres como Deodato Curvo de Azambuja, Elie Cheniaux, Sidarta Ribeiro, dentre outros ora catalogados, de grande peso intelectual.
De modo comum, foram albergados aportes bibliográficos em meios de credibilidade, como artigos científicos e livros relacionados ao tema, com o fito de alcançar os citados gêneros de estudo e a sua atual interação na vida humana.
Resultados e Discussões
O artigo científico trata sobre os sonhos, baseado em Sigmund Freud, e, como bem se discutiu, é a “via régia para o inconsciente” (FREUD, 2019, p. 515), por meio dos quais inserem-se os desejos reprimidos. Assim, a avaliação dos fundos manifesto e latente desponta conflitos internos, inclusive simbologias para a superação. Segundo Rolland (2015, on-line), o sonho desintegra as justificações que dominam os danos psíquicos, donde se pode elaborar a angústia.
A interpretação dos sonhos é o método basilar da psicanálise, também insertas a associação livre e a transferência (CARVALHO; HONDA, 2017, on-line). Demonstra-se, no corpo do texto, que o inconsciente abrange contrassensos e as volições recalcadas se conformam em sintomas e distrações, os quais se revelam pelo processo analítico (AIRES, 2017, on-line). Assim sendo, a clínica permite decompor substâncias inconscientes, gerando, por isso, o autoconhecimento e, desejosamente, a tão buscada melhora do sujeito.
No conto autoficcional, vê-se que o sonho se infere como metáfora de poder e de liberdade ante os bloqueios da vida acordada. O carro voador e a corporatura do “super-herói” tendem à busca pela libertação da fobia social. Por seu turno, a tia, antes restritiva, que ora aclama as aventuras, representa o superego permissivo, conjugando desejo e lei. Essa visão apoia a percepção freudiana de que os sonhos atingem anseios inconscientes, embora por meio de deslocamentos e condensações (FREUD, 2019, p. 323).
Fale-se, como desígnio de conclusão, sobre o sonho e o bem-estar. Sigmund Freud alertava que os danos eram ligados a memórias e desejos reprimidos; pôr a par da consciência é eficaz para a estabilização (ROLLAND, 2015, on-line). Veja-se que o bem-estar não condiz com a falta de agonia, mas o construto para enfrentar as provocações emocionais. O sonho, ao trazer a lume o que está refreado, beneficia o nexo subjetivo.
Note-se que, por fim, a interpretação dos sonhos, congregada aos procedimentos psicanalíticos, coopera para a apreensão emocional do ente analisado. A via do sonho não se trata de algo somente fisiológico, entretanto um campo simbólico que integra os sentidos, o confronto com as mazelas humanas e a procura por uma vida liberta. No caminho da conclusão, a psicanálise enseja, por meio do inconsciente, a compreensão das vontades do analisado, e, com isso, conseguir firmar no organismo o bem-estar e a promissora melhora do sujeito.
Considerações Finais
O sonho e psicanálise são institutos complexos a serem estudados. Portanto, o sonho não pode corresponder simplesmente à constância de imagem, pois que demonstram sentimentos e desejos proibidos.
A interpretação dos sonhos, sendo, como o é, uma ferramenta terapêutica, dá azo para uma compreensão ampla da psique e favorece o autoconhecimento. A psicanálise, quando avalia os sonhos, transpõe os mistérios do irrefletido, e oferece um caminho para a compreensão global do inconsciente humano.
No relato de um texto autoficcional, vê-se que o autor opera, através dos sonhos, em desejos reprimidos, que vêm à tona como sinal de libertação. Dá-se ênfase à fobia social, um dano que o autor carrega, mas que pode ser superado com esteio na análise, para que o caso seja posto em processo de transferência e, assim, sugerir a regulação pelo analista.
Como se sabe, não é fácil acessar o inconsciente, mas por meio da interpretação e ferramentas coligadas tem-se a aproximação com o que está alojado no campo oculto da mente. A psicanálise, assim sendo, é meio de importante ligação e ajuntamento com o inconsciente, desvelando problemas para, enfim, dar soluções plausíveis para a dita libertação do analisado.
Compreende-se, portanto, que o bem-estar está ensejado no campo complexo da configuração dos sonhos, porque, se bem analisados, o paciente pode, ao fim e ao cabo, ter excelentes resultados analíticos; pode-se inclusive falar em melhora do sujeito analisado.
O sonho, por certo, não é uma instância intangível, ou intocável à humanidade. Por meio dele, como acertadamente expõe Freud, há uma via plausível de ligação ao inconsciente, que em todo caso resgata as sensações e os desejos aí escondidos, ou traz a lume as suas representações.
REFERÊNCIAS
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Adriano Espíndola Santos é natural de Fortaleza, Ceará. Em 2017, lançou seu primeiro livro de crônicas, “O sussurro cálido da negação”, publicado virtualmente. Logo, em 2018, o romance “Flor no caos”, pela Desconcertos Editora; em 2020, os livros de contos “Contículos de dores refratárias” e “o ano em que tudo começou”; em 2021, o romance “Em mim, a clausura e o motim”, pela Editora Penalux; em 2022, a coletânea de contos “Não há de quê”, pela Editora Folheando; em 2024, o livro de contos “Amparo secreto”, pela editora Urutau, e o romance “Viver morrendo”, pela editora Folheando; agora, um novo romance, em 2025, “Arraia-ralé”, pela editora Urutau. Colabora mensalmente com as Revistas Mirada, Samizdat e Vício Velho. Tem textos publicados em revistas literárias nacionais e internacionais. É advogado civilista-humanista, desejoso de conseguir evoluir – sempre. Mestre em Direito. Especialista em Escrita Literária e em Revisão de Textos. Membro do Coletivo de Escritoras e Escritores Delirantes. É dor e amor; e o que puder ser para se sentir vivo: o coração inquieto.
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