Cultura

No dia que já vem vindo | Coca Trevisan

foto de The Australian National Maritime Museum no Unsplash

É, para azar dos terraplanistas, o mundo é redondinho…”pasmem”…

Arueira…

Cuidado falsos juízes e mitos torturadores, aquele dia já vem vindo, ouviu marinheiro?

A lei do Retorno é infalível. 

Pode demorar, mas sim, ela justifica seu nome…e retorna com sede de justiça. 

Seguindo meu empirismo dos meus 61 anos de idade…sempre foi certeiro. 

Arueira…

Está com o poder?

As instituições de Foucault destrincharam quem são elas. E o que aquelas que não estão a seu favor fazem com você. 

Cuidado marinheiro, as ondas, às vezes, ou quase sempre, gritam e como a bela Lua que por minutos vê as nuvens cobrirem seu resplendor, anuncia que tudo vai e volta.

Falsos juízes vão sentir o aroma azedo do dia que já vem vindo assim como falsos messias.

O mundo cobra.

A sociedade cobra.

A verdade cobra.

E a cobra exige justiça.

Arueira…

Dias nebulosos ficam à espreita aguardando réstias de sol pois ele sempre aparece.

Raios solares de esperança para os humilhados e ofendidos de Dostoiévski. 

E mesmo assim seguimos ouvindo teses absurdas em tempos de fakes news. Eles seguem discutindo vacinas…ainda…os genocidas…

Mas o dia, aquele, já vem vindo e quem tem fé vai esperar. Noites e dias esperando gritos de sobrevivência. Gritos humanos.

Geraldo Vandré profetizou.

Lula também.

O Canto Geral de Vandré nunca se calou.

Há 50 anos escuto o vinil…Arueira…Ventania…

Numa disciplina da graduação de Jornalismo na década de 80, cada aluno tinha que produzir um monólogo teatral, sendo o ator, diretor, enfim, tudo. Fiz baseado na música Ventania de Vandré.

Minha nota? Desculpem a modéstia mas tirei 10.

Mas seguimos, queremos aquele dia, aquele que já vem vindo. 

Arueira.

Marinheiro, marinheiro, saiba que eu também sei governar, ansioso “e a gente fazendo contas para o dia que vai chegar”.

Eles, sempre eles, temem o glorioso dia.

Como George Orwell disse certa vez, vindo “como se tivesse raios X nos meus olhos e pudesse ver os esqueletos andando”.

 

 

fotografia de Coca Trevisan

O jornalista Coca Trevisan nasceu em Santa Maria, RS. Atuou como repórter e redator nos jornais NH, de Novo Hamburgo; VS, de São Leopoldo e Jornal Alto da XV, de Curitiba. Como profissional freelancer assinou matérias em diversos periódicos. Participou de workshops e atuou em debates sobre a Indústria Cultural dos anos 1980/90. Mais recentemente, concluiu pela PUC-RJ o Curso de Extensão Origens do Existencialismo. Mantém e abastece o blog Violências Culturais. Atualmente mora em Florianópolis, SC.

 

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