
Texto realizado em atenção às nossas amigas e amigos que não puderam participar de nossa conversa on-line sobre o mesmo tema.
“A mentira é a religião dos escravos e dos senhores; a verdade, a divindade do homem” (Máximo Gorki)
O neuro-cientista mexicano Jacobo Grinberg (desaparecido a 8 de dezembro de 1994, com apenas 48 anos de idade) propôs que aquela realidade que percebemos, com os nossos sentidos, não é mais do que uma interpretação mental, realizada através da interação entre a nossa atividade neuronal e um campo energético universal – ao qual ele denominou de “Lattice” ou “Rede”.
Grinberg nos mostra a realidade como um tecido vibrante de frequências e padrões energéticos, ao qual a mente humana está conectada por meio das suas estruturas neuro-biológicas.
Dentro da “Lattice” ou “Rede” – tudo se encontra entrelaçado na sua estrutura – e todo objeto e matéria surge de modificações específicas da mesma “Lattice” – manifestando uma existência interdependente com o resto de objetos.
Sendo assim, esta rede possui a capacidade potencial de manifestar-se em múltiplas condições e infinitas formas.
Apesar da continuidade desta rede, existem certas distorções – formando “Bandas discretas de organização”, que a física atual as conceitua de “forças”. Quatro delas foram descritas como:
– Força Gravitacional – Força de Interação fraca – Força de Interação Forte e Força Eletromagnética.
Cada um destes campos de forças são como famílias particulares de distorções dentro da “Lattice” ou “Rede”. O autor denominou os mesmos “Bandas Sintérgicas”. Cada nível de Consciência humana se associa com uma determinada “Banda Sintérgica”.
Desta forma ainda sendo uma Unidade – Total, a realidade, nossa mente a separa segundo o nível de Consciência no qual está funcionando.
A velha perceção cartesiana do “reino da mente” separado do “reino da matéria” – onde o sujeito que observa e o objeto observado constituem unidades independentes – perde aqui sua primordial força.
Esta nova visão de Grinberg conecta, no entanto, com a mitológica cosmovisão do Universo como um todo harmónico regido por uma ordem única – Sendo a lei divina a base reitora de todos os processos, somente em aparência separados. Segundo nossa consciência, transcender – elevar-se – o conhecimento dessa lei vai-se revelando… Daí os estágios da ciência também dependerem da tónica geral da evolução humana…
Achegas da física quântica
Por sua vez, a física quântica introduz também o “efeito de observar” da nossa mente como possível forma de modificar a realidade mesma – tornando, no nível quântico, essa realidade como mais probabilística – pois a observação mental dum sistema força (com múltiplas possibilidades) força o mesmo a “colapsar” para um estado único. Abrindo o caminho para uma relação mais estreita entre Consciência e matéria. Permitindo intuir que a nossa consciência pode ser um elemento fundamental na manifestação da nossa realidade.
Vemos que desde a perceção do mundo do átomo – a partir dos estudos quânticos – uma partícula sub-atómica como “elétron” não tem verdadeira existência física – sendo capaz de estar em vários lugares ao mesmo tempo. Quando observamos este “elétron” desde um instrumento interferimos em seu rumo.
Sandra Anne Taylor chegou a afirmar: “A física quântica dá a você o controle sobre o seu futuro, permitindo que você altere a direção do seu destino”.
O Dr. Amit Goswani, da Universidade de Calcutá, afirma em seu livro “The Self-Aware Universe” que a manifestação dum objeto quântico, causada por nossas observações, influencia simultaneamente seu objeto gémeo correlacionado não importando quanto distantes, ambos, se encontrem.
Para Goswani, existe uma conexão entre o mundo “psicológico” subjetivo das pessoas e a realidade objetiva – abrindo o caminho para o abandono da visão materialista exterior como centro da realidade, e iniciar um novo caminho – nova focagem – onde a Consciência esteja no centro.
Aqui, a noção de Newton dum universo material constituído como uma grande máquina de peças justapostas tem de ser revisada. Aquele espaço absoluto constante, igual, sem relação com nenhum objeto exterior começa a ser debatido.
Entendemos, pois, assim, que conceitos importantes para a evolução humana numa determinada altura histórica têm de ser removidos, precisamente, para essa evolução seguir seu caminho.
Observamos hoje, deste modo, que estas e outras achegas da física quântica como o conceito da dualidade onda – partícula, conceito que nos permite observar o duplo comportamento da matéria e a energia como onda ou partícula, abre a porta a esta nova visão do espiritual poder formar parte da nossa realidade material aparente.
Sendo que a própria luz possui uma natureza dual: ondulatória (com interferência e difração) e corpuscular (como partícula ou fóton com seu efeito fotoelétrico). Aqui de novo observamos uma ponte entre o significado espiritual e mitológico da luz e as mesmas propriedades físicas visíveis como radiação eletromagnética.
Antonio Farjani escreve na sua “Linguagem dos Deuses”: “A unidade básica do Universo não mais se constitui em prerrogativa da experiência mística; ela é, igualmente, uma das mais importantes constatações da Física moderna, com a devida sustentação matemática”.
Procura – Evolução
Por sua parte, o psiquiatra canadiano Richard Maurice Bucke publicou em 1901 o seu livro Consciência Cósmica, com o objetivo de penetrar naquela consciência mais elevada, à qual, segundo ele, podia aspirar o ser humano.
Bucke dividiu os estágios evolutivos dos seres sencientes em três graus, segundo o desenvolvimento da sua consciência:
Consciência simples – comum aos animais e seres humanos – (correspondente guna indiana de Tamas, a alma cabalística de Nefash ou o caldeirão celta da poesia de “Coire Sois”).
Auto-Consciência – somente possuída pela humanidade. Abrange pensamento, razão, imaginação… Campo Racional – Ativo – Mental Concreto – (correspondente a Guna Rajas, a alma cabalística de Ruach ou ao “Coire Érmae” celta).
Consciência Cósmica – forma mais elevada de consciência – mais intuitiva – Ativação Mental Abstrato. – (correspondente a guna mais elevada Sattva, à alma cabalística de Neshamad ou ao “Coire Goriath” celta).
Esta visão tripla de Bucke nos conecta também com a sabedoria mitológico-astrológica que nos mostra também esta tripla evolução da consciência humana. Sagitário contém dentro de si esta tríade evolutiva:
- O Centauro – meio humano, meio cavalo – é o representante dos instintos animalescos contidos em nosso ser – com seu arco apontando aos desejos que nosso centro egoísta quer satisfazer.
- O Cavaleiro montando acima do cavalo branco – simboliza o domínio do humano ser sobre suas paixões animais da primeira etapa – por meio da compreensão da experiência instintiva – e suas consequências – acessando nesta caminhada aquela síntese do conhecimento, após viver sua dor. Ultrapassada a mesma, o nosso arco aponta agora para o caminho mais racional e mais espiritual, ao mesmo tempo.
- Nesta terça etapa, o nosso arco e sua flecha é visionado já como aspiração a ser obtido o “nobre conhecimento” – o ideal do nosso Eu Superior que contém em si a verdade da Unidade.
O arco da vontade que impulsa se junta aqui com a mente afinada da sabedoria (a corda do mesmo arco) e com a flecha espiritualizada que sabe como dar no alvo (abrir a porta do verdadeiro conhecimento).
Em 1872, Bucke, após estar de convívio fraterno com seu amigo, o grande poeta norte-americano Walt Whitman, teve uma experiência espiritual profunda, que ele descreveu como uma elevação moral, uma iluminação intelectual, junto a uma perda do medo da morte, assim como uma dissolução do sentimento de pecado que o levou a experimentar um “Senso de Imortalidade”. Aquela sensação de eternidade foi percebida dentro dum Universo visionado como não material e sim como uma “Presença Viva” – vibrante – transcendente.
Dessas experiências e suas pesquisas posteriores, anos depois de árduos trabalhos nasceria aquele livro mencionado de 1901 intitulado: “A Consciência Cósmica: um estudo sobre a evolução da mente humana”.
Na primeira parte da sua “Consciência Cósmica”, Bucke escreveu: “que o universo é construído e ordenado de tal forma que, sem qualquer possibilidade, todas as coisas funcionam juntas para o bem de cada um e de todos, que o princípio fundamental do mundo é o que chamamos de amor e que a felicidade de cada um é, a longo prazo, absolutamente certa.”
Nestas palavras, está contido o ideal elevado do “Amor Incondicional” ser a Eterna Consciência que permeia, e de certo modo, controla todo o Universo. E que no final do grande ciclo de reintegração – a Felicidade da Glória é atingida.
Os 5 (7) Planos de Interação
¨É necessário expressar a Verdade” (Demócrito)
Os Seres Humanos se inter-relacionam em 5 planos existenciais – com seus dois sub-planos:
4 reconhecidos – 1 pouco entendido – 2 que nos condicionam, dos que poucos são conscientes e um plano superior ou 1 oitava acima da qual todo Promana. Em contanto com aquela Rede da Unicidade total da rede ou “Lattice”, do mexicano Jacobo Grinberg.
De Baixo para Cima temos o:
Círculo Social;
Círculo Económico;
Geopolítico (que contem dentro si o Político);
Civilizacional (que contem o Cultural);
Noosfera (Esfera do conhecimento).
Oitava Acima – Egregóra Espiritual – mais elevada da que depende diretamente a Noosfera –sendo que, à sua vez (a Noosfera) condiciona todo o sistema.
Neste conceito de Egregóra – duas grandes têm sido referenciadas no desenvolvimento da humanidade: A Egregóra Matriarcal – da qual o noroeste da Península Celtibérica foi dos últimos a abandonar e a Egregóra Patriarcal – que, segundo Édouard Schuré, no seu trabalho “Os Grandes Iniciados” – começaria a tomar forma no Oriente – caminhando devagar para o Ocidente.
Dentro dessa grande Egregóra Patriarcal se foram desenvolvendo diversas Egregóras civilizacionais: O Politeísmo (que abarcaria desde a Suméria, Mesopotâmia, Egito, Grécia, Roma, mundo celta e germânico), o Hinduísmo, que poderia mesmo entrar dentro do politeísmo, mas com aspetos muito peculiares, o Zoroastrismo, o judaísmo, o Budismo, o Islão…
Nas civilizações da América e do extremo Oriente – teríamos desde algumas similitudes com o Panteísmo, Animismo, Xamanismo – mesmo certo politeísmo em Mesoamérica – o Taoísmo chinês…
Em África, temos desde os cultos ancestrais animistas até ao culto a um Ser Supremo único e criador…
Esta ideia do Ser Supremo ou unicidade divina está presente em muitas das cosmogonias que temos consideradas Politeístas ou Panteístas, como o mundo Egípcio, onde apesar da diversidade de seu Panteão, com divindades representantes de forças naturais e forças cósmicas, os egípcios acreditavam na Unicidade Divina – da qual as outras divindades eram emanações ou representações de certos aspetos do Divino Superior. O mesmo resulta dum estudo aprofundado de outras mitologias como no caso da figura Ometeotl, no Anahuac Mexicano. O Deus Uno Androgino – do qual promana a dualidade – que forma os diversos mundos (estudado pelo ilustre antropólogo Miguel León-Portilla).
3 Planos da Geopolítica
MILITAR – relacionado com 3º Trono – Realizações – Conquista – TAMAS.
– Domínio físico – predomínio ação – reação (cérebro reptiliano).
ECONÓMICO – relacionado 2º Trono – Emocional – RAJAS.
– Domínio psíquico – Controlo Subtil – Energia que movimenta um sistema (cérebro límbico).
CIENTÍFICO – ARTÍSTICO – CULTURAL – 1º Trono – SATTVA
– Domínio Diplomático- Diretamente relacionado com o Controlo mais elevado da “Noosfera” – mais em contanto com a fonte espiritual da Egregóra.
Em situação de confronto – solução mais elevada: a via Diplomática (cérebro Neocortex).
A teoria Noosfera do russo Vernadsky nos fala da 3º etapa do desenvolvimento terrestre – após a geosfera (1ª etapa material inanimada) e a biosfera (2ª etapa – da irrupção da vida biológica). Esta vida biológica se transformou com o surgimento do conhecimento – do saber pela experiência – que alterou, por sua vez, a biosfera. Surgindo a 3º etapa mais elevada da Noosfera – onde o ser humano tem especial incidência – através da observação, análise e vivência.
Importantes também as achegas da teoria da Noosfera – do jesuíta francês Teilhard de Chardin – que eleva a Noosfera ao mundo das Ideias (lembrando Platão) – comparando-a com a nossa atmosfera – Neste caso, a atmosfera cultural, artística, espiritual.
NOOSFERA – como Esfera do conhecimento.
Em tempos de Kali Yuga (a Idade de Ferro da guerra, segundo a tradição indiana), Idade onde os humanos seres vivenciam sua aprendizagem dentro do mundo das batalhas – do confronto – o combate tem também três degraus:
1ª Guerra Cultural – Dentro da Noosfera (de não solucionar no plano Diplomático o confronto desce a):
2º Guerra Económica – Comercial – Plano económico (de não solucionar desce a):
3º Guerra Física – Opção Militar – atingindo diretamente o Plano Social.
Por sua vez, a Evolução também tem seu trino aspecto. Sendo que em tempos de atrito guerreiro, normalmente esta evolução irrompe como re-evoluçao: cientifico -tecnológica (mudança Consciência – no plano da noosfera) / que traz consigo a correspondente revolução económica / e à sua vez uma revolução nas relações de todo tipo no plano social.
Os 7 princípios Herméticos – influenciam a Noosfera
Lei do Mentalismo: “O Todo é Mente; o Universo é mental” – Noosfera – Egregóra – como Entes Mentais – Metafísicos.
Escreve Adelmar Marques Marinho: “A transformação do mundo está na força do pensamento humano” – precisamente indicando-nos como a mente humana está em conexão com a transformadora mente universal, que controla os ciclos circadianos, maiores infradianos e menores ultradianos, da natureza (estudados pela Cronobiologia). Dai nós sermos uma espécie de co-criadores, dentro da criação natural maior (cujo início é a semente – núcleo do DNA informador). Natureza criadora à qual se insere na criação cósmica e no caminho do progredir evolutivo global, interligado holisticamente no Todo (tal como se apresenta na Parábola do Colar de Pérolas do Deus Indra).
Lei da Correspondência: “O que está em cima é como o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima” – Movimento harmónico ou as alterações nos planos superiores ou inferiores – se influenciam mutuamente.
Lei da Vibração: “Nada está parado, tudo se move, tudo vibra” – os turbilhões energéticos movimentam os planos.
Lei da Polaridade: “Tudo é duplo, tudo tem dois polos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliáveis” – Tese e antítese se reconciliam na Síntese.
Lei do Ritmo: “Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação” Tempos de Kali – Yuga, quem controla os ritmos obtém maior sucesso… Em tempos de harmonia os ritmos são acompassados…
Lei do Género: “O Género está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o género manifesta-se em todos os planos da criação” – a expansão masculina precisa da receção feminina.
Lei de Causa e Efeito: “Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nada escapa à Lei” – O presente carrega o passado – e lança sua inércia sobre o futuro.
Segundo nossa mente se encaminhe para o bem ou para o mal (ou fique neutral), assim os tempos de amor – sabedoria – luz ou de ódio – guerra – obscuridade. Lembrando aquele ritual de coroação ou entronização dos reis celto-galaicos, onde a Sagrada Deusa Feminina, Soberana do Território, legava ao monarca a autoridade da governação, em seu nome. Sendo o Corono, Senhor da Treva, bom gestor e bom governante, a terra devolvia o favor com a sua exuberância; pelo contrário, um mau governo trazia como consequência o desfavor da Mãe – com tempos de escassez e forte luta pela sobrevivência… A justiça e a injustiça, também, associadas a estes períodos.
“Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do entendimento.” – O Caibalion
Os 4 ciclos menores da história
Ciclo Sacerdotal Europa – Mundo Celta – Organização Druídica – Foco social – cultural – civilizacional – no sagrado – relevância da revelação Divina – Sociedade trabalhando arredor do ciclo das estações – Importância do cerimonial Mundo Hebraico – era dos Patriarcas.
Ciclo Senhorial Europa – Império Romano – ponte entre o ciclo sacerdotal e senhorial América – Civilizações Reis-Sacerdotes – Ponte ciclo sacerdotal – senhorial Idade Média – Ciclo Senhorial –Centro Geográfico Civilizacional Islâmico.
Ciclo Comercial – Idade Moderna – Abertura do ciclo (de do poder europeu) a todo o mundo a partir das navegações portuguesas e a circum-navegação espanhola. 2007-2008 Implosão da bolha especulativa no pulmão mundial (Wall-Street, Londres, Tóquio) marca limite biológico.
Ciclo dos Cidadãos – Em andamento: Deslocamento do centro geográfico material – até à China mercantil – de poder estatal – marca a ponte entre o ciclo comercial e dos cidadãos (?) A Rússia pós-soviética trabalha o início dum novo centro geográfico material – espiritual (?) Enquanto não se ergue o centro espiritual-material da América do Sul – foco Brasil (?) – Centro Russo – Euro-Asiático (Ilha Mundo de Mackinder – Heartland controlando Rimland de Spykman) a fazer de ponte civilizacional – ate o deslocamento final do Hemisfério Norte ao – Hemisfério Sul (?) Pendentes estamos destas evoluções – deslocamentos sistémicos.
O Deus Criador, dentro da Egrégora Patriarcal, representa o modelo arquetipal de todo Bom Soberano sobre a Terra – com seus dois aspetos fundamentais:
* O Pai guerreiro vencedor do Dragão destruidor (que para muitos autores representa a Serpente Entrópica do final – declínio – do ciclo Matriarcal – Ou o Dragão também visionado como representante das forças obscuras – entrópicas – instintivas e auto destrutivas.) – e
* O Pai protetor e justo – O Senhor da Justiça.
Sentado o bom governante no centro – tendo como colunas – o Poder Sacerdotal transcendental e o Poder científico – material que permite realizar as boas transformações – O poder militar encarna o mesmo governante – como máxima autoridade castrense.
Personificando a Ordem, o governante sábio e poderoso – Personificando a Desordem o governante fraco, impotente; que, em seu aspeto mais decadente, chega a manifestar em seus atos verdadeira insanidade.
O bom governante como o bom pai deverá aprimorar o aspeto positivo do Arcano IV: autoridade, realização, poder protetor, autossuficiência e eficiência. À sua vez, terá de minorar ou melhor transformar os lados sombrios do mesmo arcano: prepotência, arrogância, autoritarismo, abuso e imposição de força desmedida.
Por sua vez, a mudança de ciclo civilizacional também bem anunciada pela governança equilibrada no novo centro civilizacional – e a governança caótica (problemáticas em ascensão acumuladas sem solução) que anunciam o deslocamento da chama do conhecimento – na procura dum novo local onde possa manter-se sempre acesa.
A mudança atual tem também a ver com a marcha em face da sociedade dos Cidadãos. Esta mudança é inevitável: o máximo que podem fazer os poderes mercantis financeiros atuais é atrasar seu progresso. Para isso, precisam de nossa colaboração. Por isso, trabalham a colaboração ativa e passiva: Entorpecendo nossas mentes através do falso entretenimento global, através do controle da Mídia Áudio visual, do fomento da negatividade, do aprofundamento de todo tipo de entorpecimentos (legais e ilegais) como lubrificantes dum sistema económico já quebrado. Agora, “idiotizando” as populações com distrações ativadas através das novas tecnologias…
Mas não podem impedir algo que é superior aos seus domínios: a marcha cíclica da lei natural universal, com seus ritmos adequados que eles tentam modular em seu benefício.
Assim que agora sabemos, mesmo que fiquem provas que serão de certo muito duras, para nós, já não podem dobrar-nos. Sabemos, pois, que da nossa fortaleza ética, nossa raiz cultural bem afiançada e da nossa positiva vontade de contagiar os outros, vai depender esta chegada inevitável da próspera e já próxima mudança. Lembremos que sempre que a noite aparenta mais escura é porque já está iniciando-se a alvorada…
O ciclo evolutivo – Principio, meio, fim
São João 14,6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida…”
EMET (A Verdade) – Composta pelas letras hebraicas Aleph – Men – Tav.
Alpeh – Causa inicial – 1º Trono.
Men – Símbolo da Maternidade – da fecundidade e receptividade – 2º Trono – Lei.
Tav – Efeito após a realização – 3º Trono – procura do caminho de Volta à origem.
EMET – significando “Verdade” – “Fidelidade” – encerra a verdade da Unidade – O Todo Uno – como princípio reitor e impulsor (Aleph) o ar que transporta a vontade do fogo Shim . Por sua vez, a conexão desse princípio com o fim – pela fluência do Amor-Sabedoria – do elemento feminino água (Men) – e a consumação – realização na Terra – através da Inteligência – do Mercurial do humano (que liga fogo e água) – para, no final (Tav) atingir o propósito sagrado da Espiritualização – que permita o Glorificar da “matéria”.
O inicio – meio e fim nos ciclos menores continua permitindo o Recomeço – RODA DO SAMSARA – pelo caminho Aleph- Mem-Shin – Ar-Água-e Fogo – na terra se combinam na Volta cármica até esgotar o ciclo – ate à humanidade Tornar-se Vencedora de Ciclo.
(termina na próxima edição)
Artur Alonso: escritor com vários livros editados de teatro, poesia, ensaio e romance… Ex diretor do Instituto Galego de Estudos Internacionais e da Paz. Ex secretario do Instituto Galego de Estudos Celtas. Membro do Conselho Consultivo do Movimento Internacional Lusófono. Membro de Honra da Associação de Escritores. Mocambicanos na diáspora. Membro do Conselho de Redação da Revista Identidades, etc.










