
Cicatrizes iluminadas: os reveses do corpo de água doce_1
É triste explicar um poema.
E inútil também.
Um poema não se explica. É como um soco.
E, se for perfeito, te alimenta por toda a vida.
(Hilda Hilst – postagem de Priscila Faria, no dia 23 de maio 2026, em seu Instagram).
A minha leitura de Nesse corpo de água doce (2026), de Priscila Faria, primeiro, procura se afastar de qualquer tentativa “triste” e “inútil”, reiterando Hilda Hilst, de explicá-lo. Se a tristeza e a inutilidade de explicação se ferem a um poema, mais grave, pois, certamente, a um livro de poemas. Segundo, aceita e se quer apropriar da metáfora proposta do rio, das águas, embora pense a poética se faça nele, antes por um processo metonímico que toma o curso da vida, da vida mulher, da linguagem poética pelo fluxo, pela correnteza do curso de um rio. Porque no livro de Priscila Faria, o rio doce é mais do que uma comparação imaginária de semelhanças, faz-se pela contiguidade evocada do rio, abordando uma multiplicidade de outros cursos de água, de vida, de linguagem, da história, da memória na construção do corpo nominado e que, por si, também inclui outros corpos, como o literário, o poético, o cultural. Fluxos tanto do corpo físico quanto do corpo da linguagem na formação do caudal das águas de sua poética.
Não é que as águas de “o corpo de água doce” sejam absolutamente abstratas, porém, ganham, na relação metonímica com o rio, uma consistência visual, legível e poética de que a metáfora não contemplaria os meandros, os remansos, ou por onde o rio secaria quase ao fio apenas da palavra, da escrita, que experimentam e encenam a secura das páginas em que minam, nascem, correm e de que talvez evaporem.
Em Nesse corpo de água doce a relação entre a metáfora e metonímia aponta para duas constatações distintas: enquanto, pela metáfora, a água doce evoca o corpo físico-geográfico do rio, mesmo considerando ou tendo ao alcance dos olhos e dos sentidos as direções que ele poderia tomar; pela metonímia, experimentam-se propriamente ditas as águas, as forças de sua correnteza, a cor e até a substância múltipla de suas águas, as cicatrizes que elas abrem, escrevem diretamente ao corpo nelas imergidos, e não apenas contemplativo das margens. A metáfora nos permite visualizar de antemão o rio, a metonímia, a mergulhar nele, tomar parte de suas águas, tornar-se parte dessas águas. Enfim, descobrir as nuanças e até as contradições dessa doçura, como o amargor dos “medos [trazidos] e [levados] como diz o fragmento de uma canção poética de Caetano Veloso de que o livro se apropria em sua epígrafe.
Com o aprimoramento do processo poético pessoal os poetas, as poetas vão preferindo a metonímia à metáfora, à semelhança me parece da preferência pelo substantivo ao adjetivo. As poéticas contemporâneas têm demonstrado a ocorrência de ambas as preferências na construção tanto individual do texto poético quanto da malha das poéticas contemporâneas. É o que também ocorre à Priscila Faria preferir em seu livro.
Aliás, penso, aqui, no gesto que imagino recorrente a quem chega, nem sempre apenas à primeira vez, mas também às primeiras vezes, às margens de um rio de que não conhece a profundidade, o volume das águas, a força, os movimentos e as direções de sua correnteza, os ventos que sopram, silenciam ou se abrigam por ele, as vozes, o silêncio, por vezes, sussurrante de suas águas, porém, pleno de vontade, de desejo de se lançar naquelas águas. E, então, pessoal, e, diria naquele momento, apaixonadamente por aquelas águas, lança-se nelas, aborda-as por um processo mínimo de conhecimento que lhe garanta, minimamente, a imersão, o mergulho, a travessia de corpo molhado, tomado e, certamente, modificado pelas águas daquele rio. Todavia, sem negligenciar o risco, as armadilhas, ainda que imaginária, de vir a se naufragar nelas.
Harold Bloom (2013), no seu livro A anatomia da influência: literatura como modo de vida, em especial no capítulo nominado Amor literário (BLOOM, 2013, p. 15-29), que se trata de um ponto de vista pessoal de seu trabalho como crítico, ressalta em três passagens o que a minha ousadia pretende aproximar desse gesto, inicialmente, contemplativo, porém, seguido da decisão pessoal de travessia por um projeto poético contido nesse primeiro livro de Priscila Faria, não exatamente o início, a estreia, a nascente genuinamente de sua poesia, posto a sua vivência com a literatura em função, também, de sua formação acadêmica em Letras, com mestrado em Teoria da Literatura, senão o indicativo de que, usando o procedimento metonímico da apropriação das águas, esse curso se avolumará ao longo do próprio curso que ele irá criando à medida que a sua poética for se desenvolvendo, multiplicando-se:
A crítica literária, como tento praticá-la, é em primeiro lugar literária (grifo do autor), ou seja, pessoal e apaixonada (grifo nosso)
… qualquer distinção entre literatura e vida é enganosa (grifo nosso).Para mim, a literatura não é meramente a melhor parte da vida: é ela mesma a forma da vida, que não possui nenhuma outra fora (BLOOM, 2013, p. 16).
Praticar a crítica propriamente dita é pensar poeticamente a respeito do pensamento poético (grifo nosso) (BLOOM, 2013, p. 27).
Ora, a decisão de, às margens das águas do curso que a poesia de Priscila Faria, entrar, molhar, mergulhar para que mais do que palavra, escrita, o corpo diga do que delas se somam às correntezas pessoais, essa decisão se faz, senão, primeiro pelo esforço de praticar, aqui, senão uma leitura literária, e não, reiterando Hilda Hilst, tentar qualquer explicação triste e inútil do livro. Segundo, pela concepção da inseparabilidade entre literatura e vida, o que, de forma alguma, implica na displicência quanto ao risco, às armadilhas de ler o texto literário como a vida biográfica da poeta, ou, ao contrário, de não entender nele as referências à vida, na sua inseparabilidade da vida e, assim, de uma forma e outra, perder, distanciar-se o próprio texto literário.
Nesse sentido é que Sérgio Alcides (2016), escrevendo acerca das armadilhas para e na escrita de Ana Cristina Cesar ressalta, dentre elas:
…o confessionalismo, que banaliza a relação entre o autor e a voz que ele elabora, confundindo o “eu” escrito com o “eu” que assina (…) e o feminino, como a tentativa de dar à condição da mulher um caráter explicativo (ALCIDES, 2016, p.13).
E, por último, a prática de uma crítica que considere e se faça a partir do pensamento poético do livro e se proponha enquanto uma tentativa de pensar poeticamente o pensamento poético de Priscila Faria.
No âmbito da concepção de Bloom, pode-se pensar, também, no que Linda Hutcheon (1991) descreve em sua análise das poéticas do pós-modernismo ao afirmar que:
O pós-modernismo ao mesmo tempo que se faz arte, reflete-se na própria produção artística acerca da arte (HUTCHEON, 1991, p. 42).
Ou seja, Bloom, de certa forma antecipa ou ratifica em seu trabalho crítico essa perspectiva característica do pós-modernismo de ao fazer, produzir arte, literária inclusive, o fazer, também, como reflexão do próprio fazer artístico, o que corresponde, na crítica literária, por ele concebida como “pensar poeticamente o pensamento poético” (BLOOM, 2013, p.27).
Linda Hutcheon conclui que arte pós-moderna se apresenta ao mesmo tempo “crítica” e “cúmplice” (HUTCHEON, 1991, p. 279).
Nesse corpo de água doce não se inscreve como uma produção artística, literária, pós-moderna, apenas pelo aspecto temporal de sua publicação nesse período histórico convencionalmente chamado de “pós-moderno”, mas, sobretudo por se configurar como uma produção artística, literária, que enquanto produz poesia, ao mesmo tempo reflete sobre a linguagem, a poesia, a história e a memória cultural com que estabelece conexões, diálogo. De que escuta, rasura a própria escrita e abre a literatura para além de suas próprias margens literárias e críticas. Daí ressaltar essa abertura dos caminhos da linguagem poética enquanto caminha, adentra, avança pela abertura realizada pela própria poética contemporânea, primeiro, no sentido que Ítalo Mariconi (2014) diz que “todo poema existe à beira de” (MARICONI, 2014, p, 86), segundo, também no sentido da marca do “pluralismo” e da “diversidade” distinguida por Antônio Carlos Secchin (1996):
Múltipla, oscilando entre a vanguarda, a tradição e a contradição, assim tem sido a poesia brasileira nas últimas décadas (SECCHIN, 1996, 110).
O livro Nesse corpo de água doce, aplicando a si a metáfora e os procedimentos metonímicos do rio, dos cursos de água, apresenta-se dividido em sete partes, nascidas da fonte que associa, inseparavelmente, vida e literatura, e correspondendo, ainda, cada parte, episódio, à nomeação relativa ao curso de um rio que são: profundo, revolto, caudal, arroio, ravina, reponta e serpejante – pequenos remansos que vão avolumando o curso da água, das águas e expandindo-as para outras fontes, nascentes, correntezas de um rio silencioso, mas a quem não falta jamais a voz, as vozes. Talvez arrisque dizer, de tanto se vê o rio da linguagem em formação quanto a linguagem vê, bebe, mantém-se da vida de que não se separa.
A trajetória poética proposta parte do episódio Profundo e se encerra no episódio Serpejante. Ambos são marcados pela nascente, especificamente, de um curso do corpo de água doce. Profundo se constitui de um único poema longo, enquanto que Serpejante se forma de doze poemas. Em Profundo está a nascente da menina-mulher em cujo corpo, cria-se, inventa-se, desenvolve-se e se forma a nascente do curso da linguagem de que se cria a força da poesia de Priscila Faria, haja vista contemplar em Serpejante um poema longo, sem título (FARIA, 2026, p. 103) que não seria devaneio algum da leitura nominá-lo arte poética, ou apenas poética:
eu quero a palavra com cheiro, a palavra com pelos
que veja a beleza desfocada
quero a palavra sem espelho, atemporal, vadia
que abrace a menina, penetre a mulher
quero a palavra perfurante
na garganta
a palavra que treme e vibra e contrai
a palavra da água da morte do medo do fim
eu quero a palavra engasgada
sem fôlego, sem batimentos, sem culpa
quero a palavra mapa, procura e dedos
a palavra sem ida nem volta
que se contradiga
a palavra descrente da verdade do agora
eu quero uma palavra que é tudo
e que não sabe de nada
quero a palavra que reinvente a vida
materialidade fina e transcendente
do meu gozo, num único verbete
uma fogueira, um altar, a porta
do céu ou do inferno
eu quero a palavra muda
a palavra que desnude a poesia
eu quero o milagre do verso
porque meu sexo não ser escrito
(FARIA, 2026. p. 103)
Se, em Profundo, tem-se o nascimento da menina-mulher que “nasceu rasgando tudo” (FARIA, 2026, p,12), e “cresceu calada” (FARIA, 2026, p, 13), em Serpejante, que é o nascer, o estender-se das sinuosidades daquela menina-mulher nascente, tem-se o desejo da palavra despida do que lhe veste, avoluma, cala, mente (FARIA, 2026. P.13), porque sabe que “minha voz não é só minha” (FARIA, 2026, p. 102). Quer-se a palavra, a poesia nua, que se desnuda e desnuda o mundo que transforma a partir dessa nudez. Ou seja, da imposição daquilo que a define, não do que definem por ela para o que seria ela, mas não é. Aqui, o feminino, tanto da menina-mulher quanto da literatura, da poesia sem o risco do reducionismo ao feminino, reiterando Alcides (2016) que se tornaria uma armadilha a comprometer a própria iluminação da cicatriz que essa poesia quer e traz para o corpo das poéticas contemporâneas. Um posicionamento claro também quanto à questão da relação entre o “eu” poético e o “eu” civil que assina o livro, que evita, tanto ler tudo no livro como biografia da poeta ou, ao contrário, de não perceber na linguagem poética e suas referências não apenas literárias, o que num caso e no outro implica em perda do que a criação artística oferece nas páginas do livro.
Entre esses os dois episódios, Nesse corpo de água doce apresenta os demais movimentos do curso confluído das águas que ratificam a inseparabilidade entre vida e literatura. Todos se referem a uma escolha consciente, absolutamente adequada, imprescindível ao estado poético criado por Priscila Faria.
Salvo essa nominação de abertura de cada conjunto de poemas, os poemas em si não têm título à exceção do poema “Oração” (FARIA, 2026, p. 31), como se a poeta cuidasse de manter o fluxo constante, quase sem interrupção da travessia. Que voz orante seria essa a clamar, em meio à travessia pelas águas, a divindade alguma, pela leveza de certa alegria?
Cicatrizes iluminadas: reveses do corpo de água doce quer ser, pois, o percurso a que me propus como travessia inicial pela produção poética de Priscila Faria. E se refere aos meandros que a sua poesia, também, se propõe como travessia tanto à linguagem quanto ao leitor por esses cursos de água a partir do corpo, corpo, e do corpo da linguagem poética sem negligenciar, sem esconder os percalços dessa travessia “aprecio as cicatrizes/iluminadas” (FARIA, 2026, p. 36). Fluxos de água e de linguagem que se somam, avolumam, como disse, às lágrimas, ao sangue, ao leite, ao líquido amniótico, à chuva, à tinta que escreve (FARIA, 2026, p. 38).
Um livro de silêncio e de solidão, de “filho morto nos braços” (FARIA, 2026, p. 71) – “Gael” (FARIA, 2026, p. 9), conforme entrevista a Daniela Mendes, Revistamana (virtual). Um livro de vozes, gritos, resistência (toda poesia é ato e ação de resistência), “tinta afiada” (FARIA, 2026, p. 17), de corpo, de tempo, de memória, de fragmentos, da mulher, palavra e vida, sem mentir a morte. Um livro que ousa, na forma, afrontar a coloquialidade, por vezes, o diálogo com a tradição – ecos de Quintana, Hilda Hilst, Ana Cristina Cesar, Manoel de Barros, Drummond, Adélia Prado. Minas inesgotável nascente da poesia brasileira.
Nesse corpo de água doce é, pois, um livro de poesia em que se tem o nascimento, a vida, a paixão, a escrita, (talvez a morte não ou menos – seria fingida como ocorre às poetas fazer?), de uma menina-mulher cuja travessia se faz, tanto pelo corpo, corpo, quanto pelo corpo, linguagem poética, tudo ainda em pleno movimento, avolumando-se, tomando novos, múltiplos rumos, novas nuanças.
Não há dúvidas de que a fortuna crítica de uma poeta, hoje, exige uma mirada, uma visitação, também, ao que se diz de sua produção artística pelas redes sociais. O Instagram da poeta Priscila Faria (@prilirismo) contempla a construção inicial de sua fortuna crítica. E, por lá se lê certa aproximação ou tentativa de identificação – que são movimentos iniciais de leitura, de contato – da poesia de Priscila Faria com delicadeza.
Ora, prefiro falar em leveza em vez de delicadeza como característica de sua poesia. Leveza, pela precisão e determinação com que Priscila Faria lida com o peso da dor, do sofrimento, que se refere, tanto à vida – à vida em especial, pode-se dizer, da mulher (menina-mulher) que há que cotidianamente rasgar o mundo por se impor, quanto da escrita e da escrita dessa mulher. Ela subtrai o peso dessa dor pelo fluxo, pela correnteza, nem sempre abrupta, mais silenciosa, porém, precisa, visível, legível da correnteza das águas que tomam o corpo e a escrita em busca da vida, das potencialidades da vida sob a qual sempre subjaz alguma dor, algum sofrimento, a lágrima, o sangue, a chuva, o líquido amniótico, a linguagem. Semelhante a Calvino (1990) ao se referir à leveza como uma das potencialidades da literatura desse milênio:
A poesia do invisível, a poesia das infinitas potencialidades imprevisíveis, assim como a poesia do nada, nascem de um poeta que não nutre qualquer dúvida quanto ao caráter físico do mundo (CALVINO, 1990, p. 21).
A poesia de Priscila Faria encerra em si as três características que Calvino (1990, p. 28-30) elege na elaboração de seu conceito de leveza e que se constitui na sua percepção do mundo, a saber: o despojamento da linguagem – a consistência de uma linguagem poética despida das verdades, dos cânone da poética, quase que nua, por vezes nua da própria vestimenta, indumentária da poesia, criando nova roupagem que é mais sugerida do que de fato um vestido, uma vestimenta impostos, uma poesia livre, liberta, inclusive do poema, como ressalta Ben Lerner (2025, p.172; a narração de um processo psicológico por elementos sutis, imperceptíveis, por vezes, abstratos que fluem no curso das água plurais, como a chuva, as lágrimas, o sangue, o líquido amniótico e a linguagem poética; por último, uma imagem figurativa da leveza em que “as invenções literárias se impõem à memória mais pela sugestão verbal do que pela palavra (CALVINO, 1990, p. 30).
Em sua criação poética, a leveza ainda se faz pela poetização de uma melancolia que se aproxima de uma tristeza que vai se tornando leve pela linguagem, assim como um humor que se desfaz do peso do cômico (CALVINO, 1990, p. 32). Ou seja, parodiando, aqui, Calvino (1990, p. 37), a linguagem aliviada de todo peso até fazê-la semelhante ao fluxo e à correnteza das águas que não afogam, naufragam, antes, são travessias pela página, pela vida, pela linguagem.
O que me leva, enfim, a concluir que, na poesia de Priscila Faria, às vezes nem é o caso de usar palavras, embora elas estejam escritas por lá.
Referências:’
ALCIDES, Sérgio. Armadilha para Ana Cristina e outros textos sobre poesia contemporânea. Rio de Janeiro: Verso Brasil Editora, 2016.
BLOOM, Harold. A anatomia da influência: literatura como modo de vida.Tradução Ivo Korytowski e Renata Telles. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.
CALVINO, Italo. Seis propostas para o próximo milênio: lições americanas. Tradução Ivo Barroso. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
FARIA, Priscila. Nesse corpo de água doce. Rio de Janeiro: Patuá Editora, 2026.
_____. Priscila Faria estreia livro pela Patuá. Entrevista à Daniela Mendes. RevistaMana: histórias das mulheres do Campo das Vertentes e de outras brasileiras inspiradoras também. 24 abr.2026. Disponível em <www.revistamana.com.br>. Acesso em 28 mai.2026.
HUTCHEON, Linda. Poética do pós-modernismo: história, teoria, ficção. Tradução Ricardo Cruz. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1991.
LERNER, Ben, Ódio pela poesia. Tradução Leonardo Fróes. São Paulo: Fósforo, 2025.
MARICONI, Ítalo. Poesia e crítica, aqui e agora (ensaio vocabulário). Possibilidade de nova escrita literária no Brasil. Org. Beatriz Resende. Rio de Janeiro: Revan, 2014, p. 81-89.
SECCHIN, Antônio Carlos. Poesia e desordem: escritos sobre poesia e alguma prosa. Rio de Janeiro: Topbooks, 1996.
Nilo da Silva Lima é Mestre em Teoria da Literatura.










