
Hoje a cor da
primavera veio me visitar. Eu, como uma
árvore, quero ir até passarinho. Minha
alma acaricia os pensamentos de todas
as flores azuis do mundo que a minha
sensibilidade transforma em poesia.
Da janela da minha alma nasce um
pássaro azul. Meu coração sangra um pôr-
do-sol sobre o mar. O som da poesia das
ondas é o meu templo. Todas as palavras de
mar a minha religião. Beijo a luz
pura do dia e o azul do céu
emerge no meu peito.
Todos os rios do mundo correm para o
mar do meu coração. O mar dentro de
mim está cheio de vida e luz. Meu íntimo
é um porto seguro. Tenho África no
coração. Levo-a comigo onde quer que
eu vá. Tenho o dom de cultivar os
campos da palavra. Escrevo poesia de beleza e
sabedoria africana para entregar
abraços, amor e esperança aos
moçambicanos, africanos e ao mundo.
Escrever poesia é a minha maneira de amar a
humanidade. Sou da raça de um vento
redemoinho azul.
Morgado Henrique Mbalate, mais conhecido por Morgado Mbalate e O Anjo das Palavras, nasceu em Maputo, no dia 6 de Setembro de 1993. É membro da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO); Licenciado em Filosofia pela Universidade São Tomás de Moçambique (USTM). É autor do livro Odisseia da Alma (Editora Edições Esgotadas, 2016); A Arte Suave da Palavra (Chiado Books, 2020); Co-autor do CD de Literatura Negra ‘O que nos a Bala‘ (Comunidade do Tambor, 2018). De entre Prémios e Distinções: destaque para o Prémio Bicentenário de Dostoiévski (2021), menção honrosa no Premio Mondiale di Poesia Nosside (2014), menção honrosa no Prémio Fernanda de Castro do IV Concurso Internacional de Poesia e Prosa (2017). Participou no Festival Internacional Earthquake Terremoto 5ª edição 2021. Participa em várias Antologias, e colabora em diversas revistas internacionais. Seu poema “Africanizando” foi contemplado no ensino fundamental e médio brasileiro. Seus textos foram traduzidos para francês, inglês, espanhol, italiano, e são estudados em escolas e Universidades em Moçambique e no Brasil.










