
Atualmente vivemos pré-moldados.
Aliás, há muito tempo.
Se por um lado as mídias malditas, em todas as eleições, criam seus caçadores de marajás, vampiros, mitos (e agora coachs), por outro, sistemas financeiros ditam normas e crenças.
Como o capitalismo, sempre agindo com fórmulas antigas e inovadoras.
A internet chegou com seus fakes e agora a verdade não é uma essência.
Líderes religiosos são proprietários de redes de comunicação enquanto influenciadores fazem a festa com seus milhares de seguidores.
Suas câmaras de eco garantem suas “construções” ideológicas.
Como Wittgeinstein dizia em seus jogos de linguagens, vamos até nossa língua permite.
Para a filósofa Nancy Fraser o capitalismo não é um sistema econômico e sim uma ordem societal institucionalizada.
Como é que é?
Sempre pensei que capitalismo, socialismo, etc, eram sistemas econômicos…
Sim, de certa forma, mas para “funcionar” precisa de uma ordem societal, deve existir o explorado não é mesmo?
Ahhhhh…
Ciclos se repetindo como câmaras de ecos onde a boiada segue obedecendo quem? As mídias malditas, Malafaias, ah tem o Banco Central (bah, nem moro no centro), o mercado (que não é do meu amigo Valdir)…
Ah, como vou esquecer, as indústrias culturais ditando regras, valores e modas.
Enquanto isso os papagaios repetem conceitos sem entender suas “ordens societais”, sem perceber que são os próprios explorados.
E quando o alerta vem, são os comunistas e terroristas querendo…querendo o que?
Ah, o sonho do oprimido ser o opressor amanhã.
Tolos.
Assim apenas garantem os ciclos das tais ordens societais.
As câmaras de eco são implacáveis.
E batem palmas para Pablo Marçal (ufa, escapamos por pouco), mas não se preocupem as mídias malditas vão providenciar “O Patriota Evangélico” ou pior, o “Mito II”.
Pequeno Príncipe me leve com você para seus planetas.
Dostoiévski, me faça sonhar como o homem ridículo.
Eu quero partir no trem das sete horas.
Pode ser o das 11 horas…
Ou ser teletransportado pela nave Enterprise para o planeta dos orelhudos.
Velocidade máxima…
O jornalista Coca Trevisan nasceu em Santa Maria, RS. Atuou como repórter e redator nos jornais NH, de Novo Hamburgo; VS, de São Leopoldo e Jornal Alto da XV, de Curitiba. Como profissional freelancer assinou matérias em diversos periódicos. Participou de workshops e atuou em debates sobre a Indústria Cultural dos anos 1980/90. Mais recentemente, concluiu pela PUC-RJ o Curso de Extensão Origens do Existencialismo. Mantém e abastece o blog Violências Culturais. Atualmente mora em Florianópolis, SC.
Legenda “Câmaras de eco_1”: fotografia de Coca Trevisan










