Política

Faraônicas e bolsoônicas | Xico Simonini

foto: exame.com/brasil

Segundo Hegel, ampliado por Marx, “A História do mundo acorre, por assim dizer, por duas vezes. A primeira como tragédia, a segunda como farsa.”

 

A primeira vez? Como Tragédia! No Egito do ontem, há uns 1300 a.C. Porradas, pauladas e porretadas entre Deuses – Pelos Egípcios, Amon-Rá, pelos Hebreus, Jeová. Comandantes das equipes? Ramsés II pelos primeiros e Moisés pelos segundos.

 

Será, Ô Cara? Sei lá!

 

A segunda vez? Como Farsa! No Brasil do hoje, há uns 2021 anos. Porradas, pauladas e porretadas entre ‘Deuses’ – Pelos Direitopatas, TraidorMor-o, pelos Esquerdopatas Dil-mãe. Comandantes das equipes? Mala Cunha pelos primeiros e Lula-lá pelos segundos.

 

Será, Ô Cara? Sei lá!

 

O certo é que o pau comeu!

 

Conflito… Contenda… Confronto…

 

Lá, pelas bandas do Nilo – Dez Faraônicas Pragas – A História como Tragédia!

 

Aqui, pelas bandas do Paranoá – Dez Bolsoônicas Pragas – A História como Farsa.

 

Será, Ô Cara? Sei lá!

 

Mas, porém, contudo, todavia, entretanto e no entanto, estupefato, atordoado e desorientado, o Egito padeceu Dez Faraônicas Pragas, graças ao voto do Faraó Ramsés II manipulador e de seus manipulados súditos Imbecis, Babacas, Idiotas.

 

Será, Ô Cara? Sei sim!

 

Eis, então os dez castigos do Egito:

 

Água vira sangue… Rãs aqui e ali… Piolho para todos… Moscas atacam… Morte pela peste… Tumores e úlceras… Tempestades de granito… Nuvens de gafanhoto… Dias de trevas… Morte dos primogênitos…

 

Mas, porém, contudo, todavia, entretanto e no entanto, estupefato, atordoado e desorientado, o Brasil padeceu Dez Bolsoônicas Pragas, graças ao voto da Elite manipuladora e de seus manipulados capachos Imbecis, Babacas, Idiotas.

 

Será, Ô Cara? Sei sim!

 

Eis, então os dez castigos do Brasil:

 

Presidente genocida… Pandemia do Coronavírus… Incêndio na Amazônia… Centenas de morte pela omissão… Pantanal ardendo em chamas… Incêndio destrói Museu Nacional… Nuvens de gafanhoto no Sul… Óleo nos mares nordestinos… Propinas na aquisição de medicamentos inócuos… Proliferação das Milícias, Propinas e Rachadinhas…

 

E a conclusão das conclusões? Como será, Ô Cara?

 

Depois de tanto papo cavado… Depois de tanto papo encavado…

 

Blá-Blá-Blá pra cá… Pipipi-popopo pra lá… Nhe-Nhe-Nhem pra acolá…

 

Eis, pois, a conclusão! Óbvia, Ô Cara! 

 

Categoricamente… Expressamente…

 

Conclusivamente…

 

Pelos Deuses Amon-Rá e Jeová! Pelos Comandantes das equipes Ramsés II e Moisés! Pelos ‘Deuses’ dos Direitopatas Traidor Mor-o e pelos Esquerdopatas Dil-mãe!

 

Pelos Comandantes das Equipes Mala Cunha e Lula-lá!

 

E, principalmente, pelos Titios Companheiros, Camaradas e Confrades, Hegel e Marx… A tragédia Egípcia e a Farsa Brasileira.

 

Destruidoras daquilo que há de mais sagrado: O Político, o Econômico, o Social, o Ecológico – A Liberdade! Tragicamente, em prol da Desumanidade, da Ganância, da Exuberância, da Criminalidade – Da Escravidão!

 

Será, Ô Cara? Sei lá!

 

Sei lá, não, Ô Cara! Corta esta!

 

Eu sei… Tu sabes, Cara… Ele sabe… Nós sabemos… Vos sabeis, Cara… Eles sabem…

 

Assim como e como assim, a História, a Mestra da Vida, de páginas  eternas, perenes e imortais, não mente jamais! Ô Cara!

 

Fotografia de Xico Simonini

Francisco Simonini da Silva (Xico Simonini)  nasceu em Viçosa, MG, no dia 18 de novembro de 1941. Em sua cidade natal, em Belo Horizonte (MG), Florestal (MG), Pará de Minas (MG), Divinópolis (MG), Piracicaba (SP), Assis (SP), Primeiro de Maio (PR), Juiz de Fora (MG), Cataguases (MG), Ponte Nova (MG) e, recentemente em Santo Antônio de Pádua (RJ) construiu sua trajetória de professor e administrador do sistema educacional, além de marcante atuação na imprensa e na militância político-partidária. Aposentou-se como professor-adjunto na Universidade Federal de Viçosa (UFV), onde exercia suas funções no Departamento de Educação, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Vem atuando, há mais de cinquenta anos, no sistema educacional público e privado (da educação infantil à pós-graduação), no ensino, pesquisa, extensão e administração. Por iniciativa individual ou coletiva participou da fundação de uma dezena e meia de escolas e cursos em todos os níveis. Sua trajetória é marcada por vigorosa atuação política, partidária e sindical e em campos diversos, como músico, desportista, comentarista esportivo, escritor, poeta, chargista e responsável pela publicação do semanário viçosense “Muzungu”.

 

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