Política

Liberdade de imprensa | Xico Simonini

Foto de Bank Phrom na Unsplash

A sociedade brasileira tem sido bombardeada, desde tempos imemoriais, pela grande mídia com notícias, um tanto quanto, no mínimo, para ficarmos apenas no mínimo, estranhas. A maioria delas divulgando um quadro, sistematicamente, divergente da realidade, com meias verdades ou totais inverdades. Com isto, cria-se um clima de pessimismo, um clima de Nação arrasada. Sem provas, mas com convicção, não se preocupam em destruir reputações de instituições e de pessoas. “O síndico disse que, ouviu o segurança falar, segundo a doméstica, que conversou com o gari e ele garantiu que…” É de revoltar muitas e tantas revoltas! Prestam, assim, por interesses escusos, desserviço imensurável prejudicando o desenvolvimento e o crescimento de uma Nação que, apesar de imensos problemas, detém todos os requisitos para se tornar uma potência mundial. Pela sua violência, em intensidade, em quantidade e em conteúdo, as mentes mais lúcidas e radicais poderiam denominá-las de uma mídia extremista, pistoleira, malévola e sabotadora. Sinteticamente, parideira do terrorismo mediático. E o mais grave, esta prática terrorista não é privilégio do nosso País, não. A imprensa de lá, assim como a imprensa daqui funciona no mesmo diapasão. Senão, vejamos a opinião de cada uns ou de outros cada uns… Assim, com a palavra: Juca Chaves (1938), o dito cujo autodenominado Menestrel Maldito, compositor, músico e humorista… “A imprensa é muito séria, se você pagar eles publicam a verdade”.

 

Joseph Pulitzer (1847/1911), ícone de todos os tempos, do jornalismo dos Estados Unidos… “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil  quanto ela mesma.”

 

George Orwell (1903/1950), aquele mesmo da genial Revolução dos Bichos e da lapidar frase… “A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa.”

 

Luiz Fernando Veríssimo (1936), não o pai, mas o filho, escritor, humorista, cartunista, tradutor, roteirista de televisão, autor teatral, romancista e músico… “Às vezes, ou sempre, a única coisa verdadeira  no noticiário da grande imprensa é a data.”

 

Papa Francisco (1936), Esse Chicão, como todo Francisco, é fera… “A intriga é um método usado também hoje. Criam-se condições obscuras para condenar a pessoa. A vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado, a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes e, com a calúnia e a difamação, essas pessoas ficam manchadas. Depois chega a justiça, as condena e, no final, se faz um golpe de Estado.”

 

David Carr (1956/2015), respeitado colunista do “The Washington Post”… “A capa do Post simboliza tudo o que as pessoas odeiam e suspeitam sobre o negócio de mídia: Não apenas que os jornalistas são espectadores, eunucos morais e éticos que não intercedem diante do perigo ou da maldade, mas que torcem secretamente para que o pior aconteça.”

 

E, finalizando, com a palavra Cumpadre Paulo (1941), um eterno aprendiz de Filósofo… “Os barões da mídia fazem o que querem e propagam a informação da forma que bem entendem. Claro, lógico e evidente de acordo com seus interesses e dos grupos aos quais pertencem. Qualquer semelhança, com a imprensa, seja ela daqui ou de acolá, jamais será mera coincidência. Será coisa da chamada, alardeada e cantada hipócrita liberdade de imprensa, uma imprensa dominada, nestes brasis varonis de desencantos mis e vis, basicamente, por apenas, e tão somente, seis famílias. Famílias estas de fazerem inveja às seis mafiosas “Famiglie”, as tais e quais “Bonanno”, “Caruano”, “Mangano”, “Gagliano”, “Magaddiano” e “Gambiano”. Verdade ou mentira? Hein, “Famiglie Braziliani” da Liberdade de Imprensa? Hein? Saad (Band), Frias (Folha), Marinho (Globo), Sirotski (RBS), Edir Macedo (Record) e Silvio Santos (SBT).

 

Fotografia de Xico Simonini

Francisco Simonini da Silva (Xico Simonini)  nasceu em Viçosa, MG, no dia 18 de novembro de 1941. Em sua cidade natal, em Belo Horizonte (MG), Florestal (MG), Pará de Minas (MG), Divinópolis (MG), Piracicaba (SP), Assis (SP), Primeiro de Maio (PR), Juiz de Fora (MG), Cataguases (MG), Ponte Nova (MG) e, recentemente em Santo Antônio de Pádua (RJ) construiu sua trajetória de professor e administrador do sistema educacional, além de marcante atuação na imprensa e na militância político-partidária. Aposentou-se como professor-adjunto na Universidade Federal de Viçosa (UFV), onde exercia suas funções no Departamento de Educação, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes. Vem atuando, há mais de cinquenta anos, no sistema educacional público e privado (da educação infantil à pós-graduação), no ensino, pesquisa, extensão e administração. Por iniciativa individual ou coletiva participou da fundação de uma dezena e meia de escolas e cursos em todos os níveis. Sua trajetória é marcada por vigorosa atuação política, partidária e sindical e em campos diversos, como músico, desportista, comentarista esportivo, escritor, poeta, chargista e responsável pela publicação do semanário viçosense “Muzungu”.

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