
Às vezes eu escutava-os no corredor…
A porta sempre esteve aberta.
Eu nunca senti que ficaria tanto
E em algumas tardes
Deixei a mala na entrada.
Às vezes eu olhava da janela…
O céu era um quadro à espera;
E o tempo, gotas na ausência.
Certa noite
Ao despertar
Corri para a mata
E não voltei.
A paisagem é um abrigo para a alma.
Eu plantei um cravo ao pé de um angelim
E eu pedi às nuvens
Que me lembrassem das raízes
Quando eu reaprendesse a voar.
Rudá Ventura: poeta, músico e educador brasileiro, nascido em São Paulo.
Graduado em História, especializou-se em Ciências Humanas pela PUCRS.
Autor do livro Preamar (Laranja Original, 2017) e integrante da antologia Encontro de Utopias (Patuá, 2019), tem poemas publicados também em revistas literárias do Brasil, de Portugal e de Moçambique.
Buscando tornar a literatura mais acessível, realiza palestras e apresentações recitadas em instituições de ensino e eventos culturais.
Lançado em 2025 pela editora Patuá, Ária é seu novo livro de poesia.










